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sexta-feira, 18 de junho de 2021

O Absurdismo da hipocrisia

 EXTRA! EXTRA! EXTRA!

Os autores das minhas ideias acabaram de provar que sou autor dos crimes deles! Ora, para eles diferença entre alguns que acusam de assassinato é que os acusadores não assassinam, cometem homicídio. Digo isto pois a diferença entre parricida e filicida, é que na primeira o filho se defende, a segunda é que ele não se defendeu do juramento e premeditação. Por isso escolham a mentira mais atraente, o erro mais favorável, o menor dos males, o menos mal e o benefício próprio do que defendem como contraditório. Tenho medo de atacar, matar, estuprar ou assaltar alguém e ser processado por uso indevido de patente sem pagar royates para receber o selo de garantia impune dos que detém esse direito, inclusive de plagiar!

segunda-feira, 6 de julho de 2020

A Igualdade da Desigualdade

A unidade não está na união de opostos, mas na suplantação da diferença e antagonismo. Ora, mesmo tendo em nós o bem e o mal, a coexistência não consiste na prática de ambos, mas no suplantar disso. Pelo mesmo modo que o heroísmo apenas se faz necessário ante um mal, ao cessar a maldade a bondade do heroísmo não se faz necessária. O mesmo dizemos do remédio e doença, do crime e justiça, mas no conceito do paraíso não precisamos de oração e perdão pois estaremos redimidos.

Generalizadamente os opostos coexistentes é de um simplismo reducionista que aspira unicamente a falacia da generalização pois assim como discernimos verdade de realidade, ou gosto, opinião e interpretação de fatos, os primeiros podem se contradizer o último nunca. Uma coisa é um negociante discutir a dialética do preço com o cliente, ou um casal as preferências de cores, outra é tentar somar equivalentes opostos, matematicamente negativo e positivo chegamos apenas zero. Da física, lei e moral nem toda oposição se completa assim como nem toda se anula, algumas apenas explodem. Mas assim como estes defendem tal unidade não aceitam oposição fora estas? Ora, se o que está acima é como o que está embaixo, logo a igualdade não necessita rebaixar ou da diferença entre estes, pois o encima e embaixo deixam de existir, mas a estes parecem como práxis da cópia e desigualdade como parte de um todo "igual". Disso nascem genéricos ideológicos que contraditoriamente defendem a desigualdade como parte da unidade, onde tenho que ser excluído para fazer parte? Ser diminuído para ser igual ao maior? Ser humilhado, ameaçado e caluniado para ser igual ao humilhador que coage a calunia? É como reforçar a diferença para combater a discriminação quando não defendemos negros, mulheres, gays ou judeus, mas pessoas, a vida. Porém, o sofisma que entranhamos nem a equidade iguala, mas apenas compara e se comparamos não pode ser como num espelho. Mas para estes quando não há limites, se esvaem as definições e assim todo sentido ou lógica, pois certa vez um feroz em pretensão de intelectualidade chegou a dizer que o existencialismo coexistia com o niilismo e ao discordar fui excluído de seu grupo por via de ofensas e nervosismo - o sujeito ficou transtornado meramente por discordar!

A única unidade que aspiram é o rebaixamento sistêmico de valores? Onde todos fazemos e combatemos no mesmo modus operandi que somos combatidos? Assim a única coisa que deixa de existir é a bondade.

domingo, 16 de fevereiro de 2020

Apenas A Idiotice Tem Voz?

Ao olhar a multidão de haters, tóxicos e outros demagogos que se avolumam na internet especialmente com a atual polarização ao abusarem da liberdade de expressão como insulto ao bom senso e inteligência, por ofensas, calúnias e ameaças com todo repertório deliberado de falácias justifica cada palavra de um verdadeiro entendido histórico sobre os males do mundo, Umberto Eco: “As mídias sociais deram o direito à fala a legiões de imbecis que, anteriormente, falavam só no bar, depois de uma taça de vinho, sem causar dano à coletividade. Diziam imediatamente a eles para calar a boca, enquanto agora eles têm o mesmo direito à fala que um ganhador do Prêmio Nobel” (Após uma cerimônia na Universidade de Turim, 2015).

Idiotas fazem mau uso das palavras, não somente pela disparidade entre palavra e ato, teoria e prática, como as disparam como facas da falsidade que no anonimado virtual da rede revelam sua verdadeira face vazia e destituída do caráter que suas máscaras sociais dissimulam possuir. O embrutecimento precede a burrice. Destes idiotas são os mesmos que acusam em alheios o que é no ímpeto de tentar roubar-lhe suas prerrogativas como o séquito antiético minhas palavras na incapacidade de supera-las. Se achando superiores torna qualquer envergadura saudável da virtude em inchaço hipócrita como de produtos de validade vencida de uma sociedade doente.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Os 3 Melhores Livros lidos de 2018

Foram 25 livros lidos em 2018, afinal não me dedico integralmente a leitura por não ser um trabalho. Assim abaixo separo uma lista dos melhores títulos lidos em minha opinião, lembrando que não se trata de publicações o qual a edição é proveniente desse ano, mas sim livros o qual a aquisição ocorreu no período de 2018.

- Guerra dos Mundos – H.G.Wells: O clássico de H.G.Wells numa edição especial ilustrada desvela o potencial desse pioneiro da ficção científica e provavelmente um de seus pais. A trama trata de uma invasão de marcianos na Terra.

- Mestre Gil de Ham -J.R.R.Tolkien - Ed.WMF Martin Fontes, 2012: O conto de Tolkien pode não ser tão ilustre quanto seu 'Senhor dos Anéis' todavia é uma história muito legal sobre um camponês que domestica um dragão.
 
- Flash Foward -  J. Sawyer,Robert – ed. Galera Record: O livro que inspirou a adaptação homônima de mesmo nome para a série de Tv - que apenas não vingou por ter sido mal exibida - traz uma história sensacional sobre um evento global que traz flashes de um futuro próximo a toda humanidade a menos aqueles o qual morreriam no futuro. Apesar da série conseguir ser ainda melhor desenvolvida a trama é sensacionalmente explorada em detalhes, tudo isso num distante 1999, quando fora escrito.

domingo, 11 de novembro de 2018

Decodificando a Matrix: Minhas Opiniões

O protagonista da trilogia Matrix, Neo, ou Anderson, é tido como libertador da Matrix, todavia ao que tudo indica na verdade não passava de um agente de mudanças e transformação na própria Matrix. O próprio termo 'Neo' serve para designar do latim o novo ou seja algo o qual a partir do estabelecido compele a transformações que levam a algo novo. A suposta libertação de mentes oferecida por ele nada mais é do que adequações de consciência a outras camadas de simulação presentes na Matrix. Isso fica factível no fato de que o poder de Neo transcende a Matrix ao suposto mundo real demonstrando que o mesmo como um labirinto não passa de outra camada ou caminho nas simulações por consciências alteradas de uma mesma matrix como forma de manter controle sobre o mesmos em diversos graus (dos despertos ou semi-despertos). A própria referência do Mito da Caverna de Platão é sugestionada na comemoração orgiástica na caverna de Zion de modo que eles não saíram da caverna apenas foram a outro ponto, indicando um despertar igualmente ilusório numa compreensão diferente do mesmo tipo de simulação.

Toda mudança e alteração ocorre por meio de transformações que desestabilizam a Matrix e ela é personificada na própria anomalia que é Neo. A desestabilização fora a responsável indireta por criar outra anomalia sistêmica e diametralmente oposta personificada no agente Smith que passou a se multiplicar desordenadamente pelo sistema como indicativo da próprio desequilíbrio iniciado por Neo. Essa anomalia apenas ocorre na simulação pelos influxos que acarretam no caos pelo desequilíbrio num rompimento parcial da causalidade favorecendo alterações na informação do sistema o que curiosamente compele a desestabilização da própria ilusão acarretando na libertação de muitos outros. Essa alteração fica visível na alteração do código da própria matrix ao final do segundo filme levando as composições fractais do terceiro onde eclode a máxima expressão dessa alteração dando o nome ao último filme de 'revolutions'. Ora revolução é um termo ordinário a alterações acentuadas e assim caóticas.

A própria Oráculo que é um programa se torna uma espécie de guia deixando claro sua habilidade de manipular Neo a seus fins, ou seja, Neo na verdade é usado como extensão da própria ilusão a fim de atribuir mudanças almejadas na 'Matrix'. Por isso Oráculo como outra forma de controle condicionava Neo ainda que este relutante e desconfiado com ela. Ou seja, uma ferramenta do próprio sistema afim de se estabelecer alterações maiores na simulação.

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

A Diferença Entre Gênios e Charlatões

 
Muitas são as características de gênios, mas a principal não é se autointitular num complexo de superioridade arrogante e ilusório, mas a próprio esforço ter frutos que justifique ser o que é, a grandeza do talento e virtude ao contrário do charlatão imoral e antiético que a tudo dá desculpas para cometer erros sem ética e respeito com alheios, apenas é Inchaço. Mesmo que gênios sejam pessimistas, temperamentais e as vezes rudes os gênios não são tóxicos, abusivos ou desprovidos de empatia, pelo contrário suas obras normalmente expressam uma causa, engajamento, reflexão, crítica e sensibilidade ao contrário do niilismo de seus opostos que muitas vezes o perseguem por justamente serem autênticos e originais quando não visionários ao contrário do ódio, inveja e Ganância de seu oposto. A razão é completamente simples, a inteligência surgiu para resolver problemas melhorando a vida, levar a verdades e para criar o novo, negar essa essência na sua contramão apenas leva a seu oposto, a burrice, mesmo analfabetos e ignorantes fazem tudo contrário a ela sem o menor esforço. A negação da lógica em todos tempos nunca foi algo bom, especialmente oposto ao amor. Abaixo separo uma lista de características comuns ao gênios:

50 Indícios de genialidade segundo a ciência:
1 – Você vive na bagunça sendo indisciplinado;
2 – Ama chocolate;
3 – Você gosta de beber e tem tendência a usar drogas ilícitas em algum momento;
4 – O som de pessoas mastigando irrita você;
5 – Você costuma falar sozinho;
6 – Você se distrai facilmente com o celular;
7 – Gostar de dormir tarde e frequentemente é insone;
8 – Suas anotações são cheias de rabiscos (garrancho);
9 – Tendência a ser mais solitário;
10 – Se cansa fácil e ser aparentemente preguiçoso;
11 – Gostar de seios grandes (ou tê-los);
12 – Possui Hobby triviais;
13 – Possui objetivos incompreendidos;
14 – Ser mentalmente doente;
15 – Não tem uma vida sexual muito ativa;
16 – Costuma ser ansioso;
17 – Vive com gatos;
18 – Faz leitura desde pequeno;
19 – Contempla grandes questões;
20 – Gosta de novidades desde que verdadeiras;
21 – Foi amamentado na infância;
22 – Procrastinam muito;
23 – Nem sempre precisa se esforçar;
24 – Ser preocupado;
25 – Têm uma curiosidade insaciável;
26 – Ser engraçado;
27 – Vive em uma cidade “andável”;
28 – Se incomoda com barulhos de fundo;
29 – Sabe o que lhe deixa chateado;
30 – Veste sempre a mesma roupa todos os dias;
31 – Têm alto autocontrole;
32 – Conhece suas limitações;
33 – Admitir o que não sabe;
34 – Conecta conceitos aparentemente não relacionados;
35 – Sensível às experiências de outras pessoas (empatia);
36 – Possui uma mente aberta;
37 – Confia nas pessoas;
38 – Não gostar de carne vermelha;
39 – Propenso a preguiça;
41 – Esquece de coisas sem importância;
42 – São altamente adaptáveis;
43 – Você fez aulas de música;
44 – Você é o irmão mais velho;
45 – Você é magro;
46 – Ter olhos azuis;
47 - Você é canhoto;
48 - Você é alto;
49 - Você aprendeu a ler cedo;
50 – Xingar muito;

Para finalizar algumas frases alheias que descrevem bem o que é ser oposto a gênio:

"Os homens de pouca inteligência não sabem encarecer a própria capacidade sem rebaixar a dos outros."
Marquês de Maricá

“Nunca existiu uma grande inteligência sem uma veia de loucura.”
Aristotéles

“A discriminação é a única arma que os medíocres tem para se destacarem”.
Guilhermo Gapel

"Orgulho não é grandeza, mas inchaço. E o que está inchado parece grande, mas não é sadio." Santo Agotinho

"A originalidade é um traço cuja utilidade mentes medíocres não conseguem atinar."
Stuart Mill

"Pessoas inteligentes discutem ideias pessoas medíocres discutem pessoas."
Provérbio chinês 

"Sabe-se que o verdadeiro gênio consiste em fornecer, uma vintena de anos mais tarde, ideias aos cretinos."
Louis Aragon

Quer saber o que faço? Meus frutos e obras? Visite www.gersonavillez.jimdo.com

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Editorial da Semana

Bolsonaro só existe por causa dos erros alheios, pela mesma oposição que há anos pós o PT de Lula no poder sobre os erros alheios, dessa vez ocorreu o mesmo com Bolsonaro ante o fracasso moral do PT. Não me culpo por nenhum dos dois lados, não sou eu quem tem que andar na linha, mesmo que na prática nenhum dos dois lados nada tenha feito a meu favor e quem o fizer terá o meu favor por dever moral. Desafio qualquer um provar se nas últimas décadas tenho algum crime feito por mim ao contrário dos que ma acusam caluniosamente como prova flagrante do crime destes. 

Bolsonaro é um fenômeno apenas possível pelo erro de seus adversários, não dava pra votar no PT, por isso sou um dos 42 milhões de brasileiros que votaram nulo contra o chulo. Podem estes independente de lado balbuciar ameaças, de fraude de meus livros a meu assassinato ou sequestro, apenas peço que assim prove quem é o verdadeiro bandido, estes vermes que os fazem. Repitam e repitam os erros pois eles nunca se tornaram acertos!

Não devo nada a quem apenas erra comigo, não devo nada a quem nada fez por mim, seja direita ou esquerda sou o terceiro lado, o lado do meio, o meu lado! Quem estiver certo, dentro da lei e na verdade apoiarei, seja Bolsonaro ou esquerda, mas acima de tudo Deus pois ele sim nunca erra, mente ou age por meio de crimes, no mais é apenas diabo metido a Deus.

Sei de meu poder de influiência, do que produzi, criei e descobri por isso seu de meu valor, e quem está contra isso está contra Deus, especialmente estando eu certo, pois Ele, o meu Deus, é o Deus dos justos, o resto contraditório de exceção é apenas imundície do esgoto, pois não sou eu que estou contra ninguém, mas os erros destes que estão contra mim, contra a lei, contra o direito, contra a bíblia, contra a ética, contra a verdade que são as únicas coisas que valem ser defendidas!

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Era Pós-Verdade e o conflito do subjetivo e objetivo

Os limites entre verdade e mentira sempre foram determinados mais por critérios filosóficos e subjetivos, especialmente num mundo tomado pelo relativismo que permeia ambiguidades morais e de crenças, mas os limites entre fato e realidade passam expressar na verdade um problema de delimitações que melhor definam critérios objetivos de onde termina a subjetividade e a objetividade.


Outrora o marketing criativo induzia o público acreditar que filmes como 'A bruxa de Blair' ou 'Contatos de Quarto grau' fossem reais levando um legião de fãs degustarem obras áudio-visuais como sendo documentos da realidade. Todavia essa ideia em si não é nova, desde a meteórica transmissão de Orson Wells que narrava o livro 'Guerra dos Mundos' ter criado pânico, até os dias atuais onde tudo se tornou questionável no crescimento exponencial do ceticismo. Todavia desde remotos tempos onde as forças da natureza eram atribuídas a entidades se tornou claro que muitos acreditam apenas no que desejam crer ao emergir um conflito entre a subjetividade e a objetividade humana. Doravante a falta de delimitação de limites entre a objetividade cria claros conflitos desse modo a ponto de temer o dia o qual mesmo falar de 'maravilhas' atribuídas a Deus quando não sua própria existência ante o teísmo será considerado fake news pelo deletério fato de não haver provas.

Nos primórdios chamava-se Hoax, mas mesmo sabendo ser o diabo o pai da mentira a delimitação entre verdade e mentira ainda hoje é uma condição de essência filosófica, assim como fato e realidade por haver a condição interior do ser humano chamada subjetividade.

Naturalmente que o rigor científico tornou o conhecimento epistêmico de alto nível como vemos hoje ao multiplicar a ciência, todavia a fronteira entre ciência é fé se conjectura um problema na supressão de uma por outra, seja da ciência pela fé, ou a fé pela ciência. Torna-se preciso delimitar e definir fronteiras, não derruba-las a exemplo do próprio relativismo que contraditoriamente diz que a verdade ou o certo são relativos, ora se não devemos acreditar em 'fake news' igualmente devemos crer a inexistência do relativismo ou se aceita-lo permita-se as crenças subjetivas sejam da Terra Plana, teísmo e teorias da conspiração.


Mesmo Einstein postulou que sem a imaginação o homem e pouco, pois a raiz de descobertas são achadas pelo 'achismo' e apenas tidas certas em provas que lhe confirmem. Dos graus de hipóteses, a teoria até se tornar lei o percurso é a imaginação humana ainda que baseado em meros indícios.

Não concordo com terraplanistas, mas o grau de convicção deles é a mesma da convicção de Deus, subjetivo. Não se trata de burrice ou tolice. Todos tem o direito de acreditar no que quiser, desde que não sejam afirmações caluniosas constatadamente como afirmar ser eu um maluco, tarado e traficante. Não podemos abandonar a subjetividade ainda que o concreto muito menos, o fato no entanto se trata de manter uma coesão de sanidade pois assim como o questionamento se trata de conjecturar a possibilidade de não ser verdade, o mesmo é dos que acreditam na possibilidade de ser verdade. O que não podemos é deixar a subjetividade determinar o objetivo, pois assim nessa confusão a ficção será abolida. As vezes acusar fake news pode ser fake news.

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

A Fogueira do Descaso


A fogueira do descaso entrou pra história ao queimar nossa história. História feita de tudo que somos hoje foi colocado lá ontem, no museu, para amanhã não existir mais. O único museu de pé no Brasil é o museu do esquecimento, das memórias perdidas. A história do Brasil está tendo queima de estoque!

A verdade é que num país de corruptos o descaso com os fatos, evidências e provas são inegavelmente refletidos nisso, pra mim a metáfora seria esta. A verdade não interessa, mesmo que seja história, todos devem esquecer como sempre fizeram, esquecer o que ocorreu antes para se repetir no futuro. E assim segue os inúmeros eternos retornos como estorno da razão onde somente existe o agora e onde mesmo a repetição da mentira tenta tomar o lugar da verdade.
Mas não existe o velho para a verdade, pois a verdade não tem idade, o Alzheimer histórico sim. Pois quando não é a verdade quem reina soberana o esquecimento domina e o obscurantismo e ostracismo declamam. A única autoridade absoluta que respeito ao lado da ética é a verdade, ela não tem partidos, cor ou parcialidade. A verdade, a favor ou contra, deve ser respeitada.

Não culpo tanto o povo a não ser por inércia, as escolhas de voto são geralmente ruins com a pretensa de não poder escolher o melhor, mas o menos mal. O conformismo assim se tornou regra nacional. Queimar a história da arte, ciência e cultura destrói-se o tempo em três tempos, passado, presente e futuro. Mas por favor esqueçam isso que escrevi!


terça-feira, 19 de junho de 2018

Resenha: Mary Shelley

Sou apaixonado pela histórias de grandes mentes que carregam a centelha divina do que realmente importa, o poder criativo da criação que traz o mundo o original do novo. Gosto de me inspirar nestes, subir em seus ombros e tentar enxergar além. Mas certamente as pressões que passam são muitas como atesta todos pioneiros e revolucionários do pensamento, ao contrário do charlatão que como fraude promove o mesmo apenas para imitar em reprodução o que muitas vezes ataca a árvore para ficar com os frutos. A história do filme 'Mary Shelley' mais que os bastidores de um clássico da literatura fantástica é uma história de amor, como o amor, as adversidades e brainstorms coletivos regados a álcool e ópio desvelam a criação de obras primas.
Ainda que na minha alma invertera o espírito cientista sem o salto de fé da imaginação nada seria, e mesmo Einstein atribuiu a virtude de imaginar como critério da descoberta. Por isso poucos se tornam mais proféticos que autores de ficção científica como exercício livre da especulação. Imagine então sendo uma mulher como Mary Shelley a publicar num gênero que ainda nem era definido.
Pense em escrever com um cão mordendo seus pés, o mesmo digo da opressão que como revés me assola. Até quando o preço da acepção vai torna o talento em maldição? Sei exatamente o que é isso, e por isso as vezes a criatividade crítica é um clamor de libertação. Ainda que não tenha lido o clássico de Shelley ainda, não por menos ela batiza a minha gata - o qual muitas vezes nomino com nomes de mentes que me inspira ao contrário do mal amébico broxante que oprime. Mas o filme inspira ao ver o amor não somente entre um casal mas a literatura. Não preciso contar muito da história e o épico brainstorm que concedeu a centelha brilhante do livro 'Prometheus Pós Moderno' a Mary Shelley, mas a coragem de seu conjugue em não se acovardar ao atribuir os créditos a quem era devido quando ela era presa fácil, mas os bons nunca escolhem os caminhos mais fáceis e quando atinam ao brilho reconhece que igualmente o é. Nossa amada Mary Shelly, que mulher! Fica a indicação.

quarta-feira, 14 de março de 2018

Nada Importante Aconteceu Hoje



Consta na história que Rei George III registrou a frase 'Nada Importante Aconteceu Hoje' em seu diário no dia 4 de julho de 1776 sem saber que nesse dia havia sido feita a Declaração da Independência dos Estados Unidos. O equívoco pelo desconhecimento que lhe permanecia na letargia do oculto até a notícia lhe chegar ao conhecimento é emblemático para muitos acontecimentos ocultos que por não chegarem a luz do conhecimento geral é dado como não existente. A frase expressa exatamente a ideia de conluio até eclodir numa parte visível, quando esta notadamente é tardia aos que dela desconheciam. Não se trata da ideia de teoria da conspiração, mas um fato, muito presente na desinformação presente no mundo hoje.

A ocultação é permissiva a impunidade e por isto muito dos que dela se favorecem a usam como o cânone da hipocrisia criando uma realidade de dicotomia e em antagonismo ao que é aberto e conhecido. As pressões que destas divergências eclodem são maléficas e no mínimo moralmente duvidosas, quando não crime.

Há algo insistentemente desacreditado ainda que mediante contradições em volta. Esse influxo de crimes ocultos tem a pretensa de não produzir quaisquer registros históricos contra seus beneficiários, os que em segredo os promovem, criando um substrato de realidade onde o limite é exclusivamente a hipocrisia, e num represamento se beneficiando em antiética de má fé do que pode extrair disto.

O conluio sobre forma de conspiração ainda que classificado e previsto pela legislação norte-americana é historicamente sempre precursor de golpes e tomadas sorrateiras do poder sejam por oligarquias ou ditaduras de esquerda, mais que isso é proibitivo a democracia, da bíblia a ética de transparência é condenável. Certo que apenas com provas conseguimos comprovar algo, mas sua ausência não prova sua inexistência, principalmente mediante indícios e padrões que muitas vezes são berrantes.  Mas o silêncio? Mais que um dos indicativos disso é do silêncio que opera justamente ditaduras e tais conluios.

O mesmo poderia se dizer da internet que sendo a última fronteira da liberdade democrática se torna um incômodo para os opressores dominantes. Naturalmente que há muita mentira na rede internacional de computadores, todavia o combate as fake news pode guardar o germe da censura.

Declarações do Direito a Destoar

Procuro evitar pessoas os quais se ter opiniões destoantes taxam de mentiroso, burro e maluco por se considerarem donos da verdade, inteligência e razão. Estas coisas não são uma propriedade de ideologias, muito menos um monopólio o qual o preço é pensar de modo homogêneo a estes. Gosto, interpretação e opinião são coisas diferentes dos fatos e da verdade concreta e objetiva. As primeiras vêm da segunda, mas não são a mesma coisa assim como o mapa não é o território.

Posso errar no pensamento eventualmente, mas nunca cometi sofismas e tais erros de má fé, deliberadamente, como alguns que se autointitulam "intelectuais". Porém, com gente assim sou pragmático e ao invés de discutir ideologias como "verdade" discuto resultados, o que resultou de melhor no mundo a longo prazo?


Tudo é bonito quando surge em oposição aos excessos a um poder mainstream, mas a verdade sobre esta é quando a mesma igualmente se torna mainstream. Os exemplos históricos são inúmeros, tão logo a libertação se torna mera conquista. O diabo como crítico de Deus antes ensinou a rebeldia a Ele, hoje exige obediência. Mas mesmo a mais bela ideologia quando passa reivindicar o status de inquestionável se torna senso comum. De nada adianta defender a diversidade combatendo a diversidade de mentes do pensamento, pois o que hoje é considerado verdade amanhã não poderá passar de um relés sofisma.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

O Problema da Representatividade Brasileira



O povo brasileiro ainda que com uma memória seletiva e letárgica é carente de representação de heróis pelo qual ao menos lhes dê a esmola de esperança ante as angústias de uma realidade hostil e perpetrada de desigualdade e por abusos de poder e corrupções em todas as esferas, e não somente políticas. E a carência acaba sendo irmã da parcialidade.

Um dos expoentes disso é Aryton Senna, um homem que mesmo a despeito de suas condições financeiras abastadas se tornou um vencedor nos esportes pela determinação e honestidade. Mas nota-se que nos esportes aos participantes é um importante mecanismo de inclusão e cidadania e por isso defendo o mesmo em comunidades pobres. Mas quando o mesmo se torna alvo de representações que efetivamente não traz melhorias a sociedade, afinal o pobre continuará na pobreza, o marginalizado na marginalidade, os esportes tornam-se um ópio de ilusões onde estes rejeitados da sociedade se projetam nele inconscientemente como se a vitória dele significasse algo para si, mas não significa. Mas desde quando a vitória do Flamengo vai melhorar minha vida?

Herói é quem salva vidas alheias, não a própria apenas, mas na ausência de um representante político que realmente tenha a oportunidade de fazer algo para o povo não faça, abraça-se quem não faz como representante. Alguém dos esportes representa o brasileiro porque os políticos que são pagos para isso não são capazes.

Mas não se trata de ser parcial, Ayrton era honesto e sabia vencer sem necessitar humilhar e desdenhar de seus concorrentes de modo que o exemplo ético fica, além de ter sim instituições de caridade (seja fachada ou não). Porém, ainda que todo o culto em torno dele é um exagero indicando uma história que ofusca a de outros brasileiros que sem dúvidas foram muito mais importantes a exemplo de Rondon que desbravou, passou telégrafos pelo Brasil, estabeleceu cidades, fronteiras e relações com índios até então desconhecidos. Mas a história ainda que tenha lhe dado um estado com seu nome, não é ensinado nas escolas com o mesmo peso de um Ayrton Senna. Por qual motivo?

Tudo porque limita-se aos resquícios do positivismo o qual a história tem a predominância da perspectiva vigente, o famoso bordão: quem vence escreve a história, muitas vezes subscrevendo a história de muitos que sem igual reconhecimento padecem num ostracismo ou até mesmo pior a exemplo do patrono de minha família no Brasil, Jorge Avilez que por estar no lado errado da história ao obedecer os mandos de D.João ficou como vilão até mesmo difamado na novela das seis da Globo, ainda que ele tenha até um museu em Portugal e descendentes por lá o qual tenham similar reconhecimento nos setores que lhe apraz. A história é o que a mídia relata condensadamente, a grosso modo, e quando ela insiste na lavagem cerebral de que, muitas vezes, o oprimido é o vilão é assim que fica numa história que nega em absoluto o quefazer análes que compreende a perceptiva não como uma verdade relativa, mas interpretação.

Nesse sentido poderia dizer que não sou tão diferente de um Ayrton Senna ainda que longe de igual reconhecimento abertamente, mas que sobretudo enquanto ele ia de helicóptero para uma das dez praias mais bonitas do mundo, em Lopes Mendes, Ilha Grande, na costa verde do Rio, mas eu fui a pé. Por isso ele está na história, mas eu não. Sobretudo, lugar de oprimido é servir o opressor, e não se aceita nada diferente disso. O que é verdadeiro incomoda, mas é a mentira quem atrapalha.