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domingo, 8 de novembro de 2020

O Segredo é a Maldade, provas de um conluio desacreditado

 Dando continuidade ao livro 'Labirinto Profano', Joaquim Anderson utiliza de seu conhecimento de causa mediante os causos que fora submetido, a casos históricos, citações de autores de sociedades secretas e ex-membros da mesma como um levante de resistência a liberdade democrática ante as atrozes privações e direitos cerceados. Na defesa da constituição e democracia dos que os dominantes não aceitam ao se opor a estes, o livro demonstra com perguntas e questionamentos sobre casos demonstrados assim como explana por um arguto pensamento afiado em lucidez teses de um poder global que goza da impunidade no silêncio e oculto que se faz sentir ainda que indiretamente, mas presente, por inúmeros indícios tal como as condições e ocorrências tidas do próprio autor que é obrigado a viver isolado há anos. 

Baseado num ostensiva pesquisa bibliográfica embasada em fatos jornalísticos e históricos o livro trás um vivo relato de quem não obstante tendo conhecimento de causa de inúmeros crimes sofridos (agressões verbais e físicas, tentativa de homicídio, calúnia, chantagem, ameaça, injúria, roubo, invasões virtuais e a domicílio) respalda esse emocionado depoimento que apesar da isenção ante os fatos objetivos demonstrados do próprio aos casos anteriores e histórico atesta um poder cinzento e infame que nas entrelinhas e pelas sombras corrompe, sabota, frauda e mata tanto como mesmo as tentativas de fraude e uma verdadeira rede de tráfico de influência, exploração sexual e de informação que não se limita a lucrar pelo dano e roubo de suas vítimas como o autor, mas mesmo desacredita-la em campanhas de ofensas na internet e mesmo fraude de laudos médicos. Um poder escuso e sem limites morais e éticos, capaz de literalmente vender até mesmo propriedades imateriais do autor e por inversão mitomaníaca acusa-lo de ser o ladrão. Provas que por mais que sendo reunidas em registros de ocorrência, denúncias, processos e petições misteriosamente nunca concedeu justiça a vítima que por esse fato denuncia nesse livro os abusos, arbitrariedades e autoritarismo de uma autarquia mimada e oculta por uma criptocracia. Criptocracia ditatorial que como sepulcro moral da sociedade não aceita críticas, oposição ou justas reivindicações, muito menos que suas vítimas se defendam desses crimes. 

O manifesto de protesto do autor desse mal cancerígeno na sociedade que infecta a todos grupos, políticas, crenças e ideologias a destruindo por dentro a beneficio de desigualdade da própria exaltação e dominação absoluta. Lamentavelmente negar fatos não provam a mentira das vítimas.

Clique aqui para acessar o livro para baixa-lo para leitura gratuita

segunda-feira, 20 de julho de 2020

O Mundo Assombrado Pelos Demônios

Sou a favor do uso instrumental de ideologias como modo de corrigir o intercurso da sociedade em seus problemas deliberados ou não. Por isso numa época de obscurantismo e extremos da pós-verdade nesse pós-modernismo que parece desgrenhar a inversões de valores, crises de credibilidade, do vago e ambíguo, do fanatismo ao pensamento mágico às janelas de overton entre outros tóxicos corrosivos, sofísticos e falaciosos à sociedade fica a indicação desse livro a ser ministrado em doses moderadas de bom senso como remédio aos excessos incoerentes e extremamente contraditórios que emergem como loucura. O livro é um verdadeiro tributo reverente a coerência, sensatez, lucidez e lógica ao contrário do que vemos hoje na sociedade de modo generalizado. Nunca estive numa época tão repugnante e nojenta quanto essa. Basta disso!


Apenas um pan-sincretismo não discerne nada de nada, tanto o profano do sagrado, quanto o sagrado do secular logo o certo de errado, muitas vezes. Todavia bem sabemos que deter ofícios distintos não necessariamente se contradizem, como ser cientista e cristão, desde que sua subjetividade e convicções não deturpem fatos e a verdade objetiva na escassez da lucidez ou contradigam-se em valores empregados. Logo, tenho convicções espirituais de que mediante o livre-arbítrio na atribuição do mal ou bem de atitudes evoca correspondências espirituais num mundo esmagado entre inferno e paraíso do qual a aparente aleatória dispõe injustiças, azares ou sortes. Isso não significa que cace demônios, mas sim atitudes condenáveis como tais o qual a exemplo da filosofia de 'Os Signos Universais do Ethos' identifiquem-se com arquétipos. Tal não significa que minha fé atribua atitudes exacerbadas e crimes a exemplo do fanatismo, este sim assolado por demônios.

A aparente disparidade de um contrassenso nasce ou da incompletude da informação ou sua ambiguidade, quando não apenas da imposição coexistente do que na verdade se anula ao aniquilar-se mutuamente ou ao alheio, coisa que não ocorre mediante o discernimento consciente.

terça-feira, 26 de novembro de 2019

Comentários sobre o livro 'Mindhunter'

O livro 'Mindhunter' é um dos melhores livros que li nesse ano ainda que a primeira edição tenha sido publicada num distante 1995. Não digo isso por causa dos casos meramente abordados, mas pela honestidade, inteligência e lucidez de seu autor em seu trabalho pioneiro na ciência comportamental. Não é surpresa que o FBI gozava da reputação que tinha desde seu fundador Edgar Hoover, um cara que empenhou sua vida em manter a agência na linha. Se a polícia brasileira fosse a metade do que fora um John Douglas o Brasil provavelmente seria um lugar muito mais seguro. Pessoas como essa são um exemplos de confiabilidade que soa como uma fonte de água cristalina no deserto do conluio obscuro que vivo.

Segundo o livro 'Mindhunter' que inspirou a série de mesmo nome na Netflix, o especialista em perfis de ciência comportamental do FBI, John Douglas, diz que assassinos e estupradores em série sempre apresentam uma ou duas das três características de uma tríade do mal: se urinar na cama, mania de provocar incêndios e tortura de animais menores até ir para a caçada humana. O mais impressionante é o aspecto da frequente conotação sexual dos crimes onde os estupros ocorrem por motivos de dominação, de imposição de poder, ou uma espécie de hedonismo sádico de modo que estes tem predileção por pornografia bondage e sadomasoquista onde o sexo é praticado com mulheres amarradas e(ou) sob tortura. 

Há visivelmente um padrão de comportamento anômalo o qual pelo menos três pessoas que conheço demonstram tal perfil. Notável sobretudo a predileção desse tipo de sociopatas com o poder, em mandar e controlar suas vítimas. Particularmente suspeito especialmente daqueles que frequentemente se escondem por de trás de um moralismo acusatório por meio de calúnias infundadas e exageradas sobre mim, coisa que esses dois desses em questão (um mandou me matar por motivo torpe) demonstraram em algum momento ao lado da vaidade exacerbada deles e assim necessidade de me humilhar.

Digo e enfatizo que é por causa disso que minha vida sentimental sofre sérias privações, pois tenho motivos para crer que eles estão viciados em praticar alguns desses atos com mulheres que gostam de mim, obsessão que se demonstra inclusive comigo como alvo deles. Penso assim que toda dissociação do ato sexual de sua conotação social/sentimental pode levar ao crime.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Os 3 Melhores Livros lidos de 2018

Foram 25 livros lidos em 2018, afinal não me dedico integralmente a leitura por não ser um trabalho. Assim abaixo separo uma lista dos melhores títulos lidos em minha opinião, lembrando que não se trata de publicações o qual a edição é proveniente desse ano, mas sim livros o qual a aquisição ocorreu no período de 2018.

- Guerra dos Mundos – H.G.Wells: O clássico de H.G.Wells numa edição especial ilustrada desvela o potencial desse pioneiro da ficção científica e provavelmente um de seus pais. A trama trata de uma invasão de marcianos na Terra.

- Mestre Gil de Ham -J.R.R.Tolkien - Ed.WMF Martin Fontes, 2012: O conto de Tolkien pode não ser tão ilustre quanto seu 'Senhor dos Anéis' todavia é uma história muito legal sobre um camponês que domestica um dragão.
 
- Flash Foward -  J. Sawyer,Robert – ed. Galera Record: O livro que inspirou a adaptação homônima de mesmo nome para a série de Tv - que apenas não vingou por ter sido mal exibida - traz uma história sensacional sobre um evento global que traz flashes de um futuro próximo a toda humanidade a menos aqueles o qual morreriam no futuro. Apesar da série conseguir ser ainda melhor desenvolvida a trama é sensacionalmente explorada em detalhes, tudo isso num distante 1999, quando fora escrito.

sábado, 30 de dezembro de 2017

Lista de Leituras de 2017

Para finalizar o ano com a última postagem faço uma lista parcial de todos os livros lidos esse ano de 2017. Pode ser que a eventualidade de alguns livros não tenham sido incluídos, mas a média de leitura anual de minha parte varia de 20 a 25 contra os supostos 17 livros desse ano. Isto ocorreu pois passei alguns meses sem livros novos para ler ainda que tivesse alguns incompletos.
Sobre literatura concluí mais uma antologia (a maior delas, com cerca de 30 contos), a curta noveleta 'Herdeiros do Caos', continuação de 'Herdeiros do Destino' assim como uma série de novas adições na minha autobiografia 'Confissões de Uma Mente Autista. Confira abaixo a lista de leituras de 2017:

1 - Por uma Fração de Segundo - David Baldacci - Ed.Rocco
2 - Cemitério de Praga - Umberto Eco- Ed.Record
3 – Contos Inacabados – J.R.R.Tolkien – Ed.Martim Fontes.
4 – Realidades Adaptadas – Philip K.Dick
5 – Número Zero – Umberto Eco – Ed.Record
6 - História da sua vida e outros contos - Ted Chiang - Ed.Intrínseca
7 - A Vida de Philip K.Dick - Anthony Peake - Ed.Seoman
8 - A Tumba e outras histórias - H.P. Lovecraft. Ed.L&PM
9 - Manifesto do Partido Comunista - Karl Marx e Friedrich Engels - Ed.Cia de Letras
10 - Viagem ao Centro da Terra - Júlio Verne - Ed.Martin Claret
11 - Apócrifos e pseudoepígrafos da Bíblia Vol.1 – Fonte Editorial
12 - Ubik - Phlip Dick – Ed.Aleph
13 - O Medo A Espreita E Outras Historias – Ed.Pocket Lpm
14 – A Cor Que Caiu do Espaço – H.P.Lovecraft – Hedra
15 – A Onda – Susan Casey
16 – Ponto de Impacto – Dan Brown
17 - Cultura, um conceito antropológico - Roque Laraia

A seguir minha lista de possíveis aquisições para 2018, os mais importantes da minha lista:

- Pedagogia do Oprimido - Paulo Freire
- Filosofia da Educação - Chipriano Luckesi
- A Jornada do Escritor - Christopher Vogler
- O Herói de mil faces - Joseph Campbell
- A Caixa Preta de Darwin - Michael Behe
- Despertar dos Mágicos - Louis Pauwels e Jacques Bergier
- Os Santos e os beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente - Mario Sgarbossa
- Dezoito de Escorpião - Alexey Dodsworth
- Autobiografia de Um Místico Espiritualmente Incorreto - Osho
- O Rei Que se Recusava a Morrer - Zecharia Sitchin
- Pablo Escobar - O Meu Pai - Juan Pablo Escobar
- Forrest Gump - Winston Groom - Aleph
- Sombras da noite, de Stephen King (antologia)
- Escuridão total sem estrelas, de Stephen King (antologia)
- Fundamentação da Metafísica dos Costumes e Outros Escritos - KANT, Immanuel.
- Brilhante - Kristine Barnett
- Guerra do Velho - John Scalzi
- As Brigadas Fantasma - John Scalzi
- The Last Colony - John Scalzi
- Zoe's Tale - John Scalzi
- The Human Division - John Scalzi
- As Cavernas de Aço - Isaac Asimov
- Derrubando Mitos - Compreendendo a Bíblia - Cristina Beloni Alencar
- História das Ideias Pedagógicas - Moacir Gadotti
- A Divina Comédia - Dante
- O Parque dos dinossauros - Michael Chrinton
- Fahrenheit 451, de Ray Bradbury
- Discursso de método - Rene Descartes
- 1434 - O ANO EM QUE UMA MAGNIFICA FROTA CHINESA: VELEJOU PARA A ITALIA E DEU INICIO AO RENASCIMENTO
- O CONTRATO SOCIAL - Jean-Jacques Rousseau
- Matéria Escura - Blake Crouch
- Os Abutres do Vaticano, Eric Frattini
- O livro secreto da maçonaria - Lourivaldo Perez
- Biblioteca de Almas - Ransom Riggs
- Elementos de Filosofia Moral - James Rachels
- A Psicanálise dos Contos de Fadas - Bruno Bettelheim
- O necronomicon (ou livro dos nomes mortos) - Abdul Alhazred
- Cem anos de solidão - Gabriel Garcia Marquez
- A Chave de Salomão - Lon Millo DuQuette - 159 páginas - Editora Pensamento
- O Poder do Mito - Joseph Campbell
- Trilogia Fundação - Isaac Asimov
- O Martelo das Feiticeiras, de Heinrich Kramer e James Sprenger, tradução de Paulo Fróes, Editora Rosa dos Tempos, direitos adquiridos pela Editora Record
- O Esplendor - Alexey Dodsworth
- Diário de Anne Frank
- O LABIRINTO DOS ESPÍRITOS - Carlos Ruiz Zafon
- Edward Snowden – Sem Esconderijo - Glenn Greenwald - N.º de páginas: 360
- Anjos - David Albert Jones
- O medo à espreita e outras histórias - H.P.Lovecraft
- O habitante da escuridão e outros contos - H.P.Lovecraft
- O Chamado de Crhulhu - H.P.Lovecraft
- O homem invisível - H.G.Wells
- A máquina do tempo - H.G.Wells
- Sobre a mentira - Platão
- As Ideias que Formaram a Civilização Ocidental - Roberto Pinto de Souza
- Entrevista com o Vampiro - Anne Rice
- Planeta dos Macacos - Pierre Boulle
- As Crônicas de Medusa (The Medusa Chronicles), Stephen Baxter e Alastair Reynolds. Tradução de Ronaldo Sérgio de Biasil. 432 páginas. Rio de Janeiro: Editora Record, 2016.
- Novo Dicionário Português Esperanto - Costa, Allan K. A.
- Dicionário de Filosofia Espírita - Palhano Jr., L.

Lista de livros desejados mas nunca publicados no Brasil:
- Ulema secret teachings - Maximillien de Lafayette
- Simulacron-3 - Daniel F. Galouye
- Great Soul: Mahatma Gandhi and His Struggle with India - 2011 -  Joseph Lelyveld
- Scarlet and the Beast - John Daniel
- The Complete Works Of Josephus, 1991
- Mankind At The Turning Point - Mesarovic, Mihajlo
- The Old Straight Track - Alfred Watkins
- The Devil on the Doorstep: my escape from a Satanic Sex Cult - Annabelle Forest
- Simulacro & Simulações
- Sumerian Lexicon
- O Maior Segredo - David Icke
- Fenda no Espaço - Philip K.Dick
- They All Love Jack: Busting the Ripper, Robinson
- Magic Symbols - rederick Goodman
- The Lost Keys of Freemasonry - Manly P. Hall
- Born in Blood: The Lost Secret of Fremasonry - John Robinson
- A Serpente do Essex - Sarah Perry
- Sign and the Seal: The Quest for the Lost Ark of the Covenant - Graham Hancock

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Comentários de 'O Santo Graal e a Linhagem Sagrada'

"O Santo Graal e a Linhagem Sagrada" é um trabalho historiográfico sensacional apesar de louvar uma heresia a igreja cristã como todo ao propor que Jesus deixou descentes. Fica claro no trabalho de pesquisa histórica dos três hábeis autores - Michael Baigent, Richard Leich e Henry Lincoln - que o mito de tal descendência era real, mas assim como não há provas de muitos fatos da vida de Jesus para este muito menos. O estudo sobretudo mergulha ao sintetizar a origem das principais sociedades secretas e seitas em tempos medievais, da maçonaria, rosa-cruzes ao famoso priorato de sião e como elas se relacionam ao mito de correntes subterrâneas do graal sanguíneo.
Transcorrido em tempos o qual os grão-mestres eram selecionados por sua exuberância intelectual e talentos assim como por herança familiar parece explicar o glamour de outrora de tais sociedades secretas e sua posterior decadência ao deliberadamente associar-se a mitos de conspirações que permeavam desde a revolução francesa e uma aura de crueldade e obstinação na busca pelo poder e dominação onde a moral acaba degradada - acompanhando a queda vertiginosa no QI e criatividade de seus pares.

"Qualquer distúrbio público, incidente menor ou ocorrência inconveniente era atribuído a uma atividade subversiva, à ação de organizações clandestinas trabalhando insidiosamente atrás do palco, desagregando instituições estabelecidas, perpetuando toda sorte de sabotagem. Esta mentalidade levava à adoção de medidas de intensa repressão., E a repressão, frequentemente dirigida contra uma ameaça fictícia, gerava por sua vez opoentes reais de conspiradores subversivos que se formavam segundo os padrões fictícios. Mesmo com fragmentos da imaginação, as sociedades secretas alimentavam uma paranoia penetrante nos altos escalões do governo; e essa paranoia conseguia mais que qualquer outra sociedade secreta poderia ter conseguido. Não há dúvida de que, se não foram as próprias sociedades, o mito das sociedades secretas desempenhou um papel maior na história européia do século XIX. Um dos principais arquitetos desse mito, e possivelmente uma realidade atrás dele, foi Charles Nodier."
p.118

"O texto advoga uma conspiração de cabeça de hidra, com múltiplos tentáculos, dedicada à desordem e anarquia, para derrubar certos regimes existentes..."
P.153 - sobre os protocolos dos Sábios de Sião

Os historiadores que conduziram esse trabalho parecem imparciais ao debruçar-se sobre a vida de muitos ilustres grão-mestres a procura de peças para o mosaico do graal que culmina a seu fim. Muito mais aprofundado que o superficial e fictício 'O Código Da Vinci' de Dan Brown (que se inspirou nesse livro) os relatos do extenso trabalho histórico é ímpar ainda que as conclusões sejam inócuas a não ser para a existência do mito que inspirou mesmo Leonardo Da Vinci.
Particularmente há mitos mais fascinantes e reveladores como a dos Annunakis dos sumérios e mesmo de minhas criações, todavia vale como uma preciosidade histórica legítima ainda que como apenas um mito.
Porém, começo triunfante que marca na primeira impressão é imprescritível ao leitor que se identifica com a busca dos autores pela verdade ainda que eles próprios aparentam entrar na ideia do graal e passam, eles mesmos, a acreditar que a lenda é verdade. Mas o ponto central é o retrospecto da época de glamour de sociedades secretas e seus personagens passando pelos infames e arrogantes templários até os tempos atuais quando estas se tornaram apenas um reduto para o tráfico de influência, institucionalização do crime e de todo tipo de corporativismo por pessoas inúteis mais interessadas em humilhar do que produzir bons frutos.

"O papa João XXIII foi também responsável por outras mudanças. Revisou a posição da igreja sobre a maçonaria, por exemplo, quebrando pelo menos dois séculos de enraizada tradição e afirmando que um católico podia ser maçom."
P.125

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Versículos lema

Segue abaixo uma série de versículos o qual a prática são lemas comuns para o autor e, indico, que seja para todo verdadeiro cristão:

1 - Fazei o que é firme em vossa vocação para que não tropeceis. (II Pedro 1.10)
2 - Examinai tudo, retém o de bom.
3 - Conhecereis a verdade e ela vos libertará (João 8.32).
4 - Bem-aventurado o homem que põe no Senhor a sua confiança, e que não respeita os soberbos nem os que se desviam para a mentira (Salmos 40.4).
5 - Não contendas com alguém sem razão, se te não tem feito mal. (Provérbios 3.30)
6 - Não dê perolas aos porcos (Mateus 7.6).
7 - Pelo fruto conhecereis a arvore (Mateus 7.16).
8 - Não vos conformeis com o mundo. (Romanos 12.2)
9 - Porquanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós. (Mateus 7.12a)
10 – Amai o próximo como a ti mesmo. (Mateus 19.19)
11 - "Honra a quem honra" (Romanos 13.7)
12 - "Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede, recebe; o que busca, acha; e ao que bate, abrir-se-lhe-á." (Lucas 11:9,10)
13 - "Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito." (João 15.7)
14 - "Não julgueis segunda a aparência mas julgueis segundo a reta justiça." (João - 7.24)
15 - "O amor ao dinheiro é a raiz de todo mal". (1 Timóteo 6.10)

terça-feira, 7 de julho de 2015

Trecho de Ascensão e Queda do III Reich

Trecho de 'Ascensão e Queda do III Reich', volume.2. Posto aqui como enfâse na soberba destes sintentizadores da estupidez discrminatória. Naturalmente irreconciliável.

"Goering e Goebbels divertiam-se um bocado discutindo a respeito de novas indignidades às quais deviam submeter novamente os judeus. O Ministro da propaganda disse que os judeus seriam postos a limpar os entulhos das sinagogas; os locais seria depois transformados em pontos de estacionamento de automóveis. Insistiam que os juízes fossem excluídos de tudo: escolas, teatros, cinemas, das casas de diversões, das praias públicas, dos parques, inclusive das florestas alemães. Propunha que houvesse carros especiais nas ferrovias e compartimentos para os judeus, mas que fossem utilizados apenas depois que todos os arianos estivessem sentados.
Bem, se o trem estiver superdotado", Goering riu, "nós os expulsaremos e os sentaremos todos durante o percurso na toilette."
Quando Goebbels reclamou com toda a seriedade que os judeus fossem proibidos de entrar nas florestas, Goering respondeu: "Daremos aos judeus uma certa parte do bosque e faremos que vários animais que parecem bravios e gostam muito deles também cheguem lá (o alce tem oum nariz curvo como o deles) e aí se aclimatem."
Página 219

Citações e comentários de Ascensão e Queda do III Reich

"Poderia ter acontecido uma catástrofe por causa dos cadáveres naquele trem em que regressavam os trabalhadores... Nele mulheres tinham dado à luz crianças que foram lançadas pelas janelas durante a viagem. Pessoas atacadas de tuberculose e doenças venéreas viajavam no mesmo carro, com outras. Moribundas jaziam nos vagões de carga, sem um leito de palha, e um dos mortos foi jogado para um barranco da linha férrea. O mesmo devia ter ocorrido em outros transportes que regressavam."
Citação de Brest Litovsk, pág.26

Ao longo de seus quatro volumes - e põe longo nisso - dos livros da série Ascensão e Queda do III Reich do jornalista William L.Shiper é eficaz documento sobre os bastidores do poder na Alemanha no período da Segunda Guerra com ênfase as estratégias militares e bastidores das batalhas travadas, onde o Füher se quer permitia as suas tropas recuarem diante do cruel front da Rússia aonde frequente era a morte por inanição e frio. As ordens eram resistir mesmo sem munição e alimentos! Tomados por um tipo de egocentrismo acreditavam que todas as nações deveriam servi-los independente a situação destes:

"Se 10.000 mulheres russas caem exaustas ao cavarem fossos contra tanques, interessa-me apenas que esses fossos sejam terminados para a Alemanha..."
Himmler - pág.12

Notório igualmente era a aversão do Reich pelos cultos, estudiosos e intelectuais como prova do caráter nocivo de seu regime, em vista que os mesmos dos seus era na realidade amantes das falácias e seguidores religiosos da pseudociência.

"A fertilidade dos eslavos é indesejável; o ensino, perigoso. Basta que contem até 100... Toda pessoa instruída é um futuro inimigo. Deixaremos a religião, para eles, como meio de diversão. Quanto à alimentação, não receberão mais do que o absolutamente necessário. Somos os senhores. Primeiro nós."
Volume 4.pág.14

O maior expoente como exemplo disto era a aplicação do darwinismo torcido onde a auto eleição dos germânicos como raça superior e escolhida agregava elementos tanto de pseudociência darwinista quanto religioso, afinal o próprio Hitler era como um messias a seu povo que se quer foi poupado pelo mesmo diante da conclusão malograda da Guerra. A "lei do mais forte" como princípio-fonte da soberba deles nunca, tida verdadeiramente como "lei" moldadora da evolução era recurso comum utilizado por Hitler para justificar seus atos macabros.

"Os judeus e os povos eslavos eram os Untermenschen, isto é, sub-humanos. Para Hitler, não tinham o direito de viver, salvo aqueles, entre os eslavos, que pudessem ser necessários para trabalhar nos campos e nas minas como escravos de seus senhores alemães."
Vol.4 - pág.11

Mostrando a realidade crua dos bastidores legítimos do que era o nacional-socialismo o livro verdadeiramente é documento que prova que o mundo ficou livre de uma verdadeira moléstia fruto de mentes insanidades e dissociais. As vezes os atos de abuso são tão obscenos que parecem absurdos e surreais a exemplo dos atos contra as populações civis dos países conquistados dos quais vilas inteiras eram exterminadas mesmo as mulheres e crianças.

terça-feira, 10 de junho de 2014

Comentários de 'Azul sem Fim'

Segue, abaixo, um trecho seguido de um comentário sobre o livro Azul sem fim sobre os bombardeiros americanos na II Grande Guerra.

"A missão levara bombardeiros até bem perto de Auschwitz. Mais tarde, McGovern se perguntou por que o campo de concentração não fora o objetivo. Nem ele, nem ninguém em Cerignola sabiam grande coisa sobre Auschwitz, mas àquela altura da guerra já circulavam rumores sobre as execuções em massa que se faziam lá. (...) O Presidente Roosevelt fora exortado por líderes judeus a bombbardear o local, mas se recusou. Disse que o Estados Unidos haviam construído os bombardeiros com finalidade estratégicas, e não para ataca campos de concentração. Além do mais, o bombardeio de Auschwitz teria matado tantos judeus quanto alemãs. Sua política foi a de que o melhor que os Estados Unidos poderia fazer pelos judeus da Europa era ganhar logo a guerra; quanto mais rápido fosse ganhar, menos judeus seriam mortos."
Azul sem fim de Stephen E.Ambrose - pág.175-176 - Editora Bertrand Brasil

Ao ler o livro fico comovido pela intrepidez e casos desses tripulantes que bombardearam boa parte da Alemanha em pontos estratégicos, mas uma vez concluindo que isso incluía vias férreas como parte da estratégia como raios estes se quer cogitar atacar as linhas que levavam ao maior campo de concertação nazista? Estavam ciência, não fora um descoberta após o fim da Guerra, pois uma coisa dessa não se esconde eternamente, parece mais que queriam é dar tempo de matarem mais judeus, pois é o que fizeram o perceberem que estavam perdendo a guerra, o fato mais marcante de toda II Guerra Mundial, o holocausto. No mínimo, uma dose de cumplicidade e negligência moral, ou burrice da inteligência. Quase ofuscou o melhor momento histórico internacional dos EUA ao lado da bomba atômica.
A Conspiração é uma marca do maligno na bíblia, lá é mencionado pela primeira vez esta prática, no livro de genesis. A primeira conspiração fora de Satanás (Lúcifer) a fim de enganar a humanidade ao lado da primeira mentira, o pecado original e a primeira inveja (dele), tudo no Éden onde correu a primeira sessão espírita onde a serpente fora possuída. Até hoje não conheço conspiração boa, tirada Operação Valkiquiria daquele idôneo militar de família. Porém, para nossa sorte e alivio o devorador tem por hobby errado o alvo.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Projeto "Uma vida em 150 Fotos' de Gerson Avillez

O Projeto 'Uma vida em 150 fotos' reúnem as 150 melhores fotos e citações de Gerson Machado de Avillez que sintetizem sua vida e modo de ver o mundo. As citações dos livros de ficção de 'Corpus ad Ventus' e fotos pessoais, profissionais e de hobby da natureza ilustram a viagem pela mente e vida do autor o qual coloco a capa e uma amostragem do mesmo. Vejam abaixo, cliquem na capa para ampliar:




quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Livro 'Síndrome Celestial' já a venda



Com discussões filosóficas sobre a capacidade corruptora do poder, o livro mais que uma discussão sobre o transhumanismo em contraponto da evolução natural (ou sobrenatural) do homem é colocada em paralelo a ética numa discussão sobre a discriminação onde traça paralelos entre duas raças inimigas como o nazismo e os judeus num tipo de tecnocracia subversiva. Após o fim da Terra a raça humana se dividiu em duas espécies, uma dos quais adquiriram habilidades (sobre)naturais e outra extremamente evoluída tecnologicamente prestes a romper a barreira limite do infinito, as singularidades. A proposta com o argumento original das singularidades filoversistas é nos perguntar qual os limites éticos e morais de nossa tecnologia e seu uso a nos potencializar? O que levaria o homem em sua busca em ser Deus? Poderia o homem subverter as leis e a ordem natural do universo?
Para adquirir o seu exemplar clique aqui ou contate o autor. Leia a sinopse da historia abaixo:

Após decifrarem na estática dos primórdios do tempo como na das Tv's convencionais o sinal de uma nave há muito tempo desaparecida, outra missão é organizada a enviar uma nave, indo parar, porém, entre uma raça humanoide escravizada por aliens muito avançados tecnologicamente, mas que tem vantagem em supremacia por poder mental muito superior.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Comentários Douglas Adams

Após loucos nomes complexos deliberadamente inventados em paralelo e crítica a nossa sociedade, Douglas Adams, nos apresenta uma série de situações improváveis e hilárias cuja risada é irrestritamente a filosofia em questão. Da proposta de que o Universo surgiu de um Megaresfriador do qual mesmo uma religião o adorava; Arthur Philip Dent ir morar por cinco anos no passado de nosso mundo até se confrontado com um alienigena cujo significado de vida é tentar ofender cada ser do Universo; encontrar inóspitos passageiros adormecidos e perdidos num planeta onde armas insólitas demonstram nossa insignificância no Universo menos do presidente da Galáxia; confrontar seres que passaram a voar, vacas num restaurante no fim do Universo que querem ser comidas e cochonetes vivos com mesmo nome, como flerte sempre comum com o surreal onde bandas de Rock tem o som tão alto que é capaz de exterminar a vida nas mediações e mesmo alterar o clima, nos leva a perguntas não somente de como querer fazer chá numa nave extraterrestre pode provocar um bug no computador de improbabilidade. Mas a resposta para a Questão fundamental do Universo exprimida num número: 42. No terceiro livro, ‘A Vida, O Universo e Tudo Mais...’, todavia, o autor sugere num devaneio ao final do mesmo o seguinte:

“Uma noite, ele disse, uma espaçonave apareceu no céu de um planeta que nunca antes havia visto uma delas. O planeta era Dalforsas e a nave era aquela. Surgiu como uma nova e brilhante estrela se movendo silenciosamente através do céu.
As pessoas das primitivas tribos que estavam sentadas nas encontas das Montanhas Gélidas olharam para cima, segurando suas xícaras com bebidas fumegantes e apontaram, com dedos trêmulos, jurando que haviam visto um sinal de seus deuses significando que deveriam agora levantar-se e partir para massacrar os malignos Príncipes das Planíces.

Nas altas torres de seus palácios, os Príncipes das Planícies olharam para cima e vira a estrela brilhante, compreendendo que aquele era um sinal inequívoco de seus deuses para que eles partissem e atacassem as malditas tribos das Montanhas Gélidas.
Entre ambos, os Habitantes das Floresta olharam para o céu e viram o sinal da nova estrela. Olharam para ela com medo e apreensão porque, apesar de nunca terem visto nada assim, eles também sabiam exatamente que presságio aquilo trazia e curvaram suas cabeças em desespero.
Sabiam que, quando as chuvas vinham, era um sinal.
Quando as chuvas paravam, era um sinal.
Quando os ventos sopravam, era um sinal.
Quando dos ventos se aquietavam, era um sinal.
(...) Então não havia dúvida alguma de que a nova estrela no céu era um sinal de enorme magnitude.”
A vida, O Universo e tudo mais – Douglas Adams

Qual dos dois povos estão certos sobre o sinal no céu? Nenhum! Assim sendo a crença pura e simples não pode ser a resposta para a existência do Universo, jamais explicaria a equação filosófica deste, quer seja um número, 42, ou não. O problema consiste no ato justamente das relações, como a resposta e a pergunta se relacionam e se dependem como parte por si só do mesmo, é não simplesmente paradoxal sentido da vida, mas reativo, consequente. A resposta é reflexo, sobrepergunta e “sobreresposta”. Espelhos, pois os povos na realidade mais do que simplesmente enxergam o que querem com aquilo no céu, veêm na realidade a si próprios e como primatas diante de um espelho tendem a confrontar seu reflexo, ou o que é refletida nela. Deste modo a pergunta e fator-base do conflito está o espelho, neste caso a nave, são fatores simples mas que com as combinações rendem ínfimas posibilidades como numa sala de espelhos, literalmente infinita em reflexos tal como reflexões. Assim sendo a resposta tanto quando a pergunta para a Questão Fundamental sobre a Vida, o Universo e Tudo Mais, é como a sugerida no mesmo livro:

“...a Pergunta e a Resposta são mutuamente exclusivas. Por lógica, o conhecimento de uma impede o conhecimento da outra. É improvável que ambas possam ser conhecidas no mesmo Universo.”
Pág.156

Como assim? É simples. Eles não poderiam ver atrás do espelho, mesmo que no quesito pergunta falte outra peça ao quebra-cabeças filosófico e paradoxal proposto por Adams, são justamente os espelhos, afinal, ora a resposta reflete a pergunta tal como a pergunta a resposta não como terceiro ponto, o espelho. Os espelhos são as chuvas, os ventos e a reflexão infere a nós, ou seriamos nós, nestes casos os espelhos a refletir? O livro assim trata de jogo de proposições pesperctivas.

O problema não é a crença em si, mas sim a crença infundamentada de precisão. A fé como motivante pode ser tanto má quanto boa. Deste modo crítcas como a do ser que persegue Arthur por ter sido morto por ele em cada reencarnação parecem expressar o rídiculo não somente da situação, como de algumas crenças, mesmo que o livro peque no surreal por vezes demasiado.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Resenha de Ascensão e Queda do III Reich

Poucos livros são tão detalhadamente documentais sobre os bastidores do Reich alemão, o nazi-facismo ou partido nacional-socialista, em revelar conversas, documentos com a riqueza de detalhes que faz destes 4 volumes obra indispensável de história e para estudos sobre como funciona o mecanismo nazista como dito na aba do livro: "aos seus filhos para que eles jamais esqueçam a tragédia brutal que foi o nazismo e saiba se defender com todas as armas, das manobras que o tentem reviver".
É fácil reconhecer o teor maquiavélico de Hitler e sua corja onde os documentos revelam provas da conspiração nazi-facista a exemplo do ataque à rádio de Gleiwitz em 1939, forjado pela SS - mais precisamente Alfred Naujocks - para simular ser realizado por poloneses como argumento à invasão que gerou a segunda Guerra Mundial, a comprovar que nos maneirismos pegava pesado com um marketing falacioso com poucas evidências, que somada a igenuidade do povo alemão colova.
Em suas quase quinhentas páginas a verdade documental é revelada com a objetividade de um jornalista que viu de perto a Ascensão do Reich alemão, nos momentos que precederam a II Guerra e posteriormente pela pilha de documentos que teve a seu dispor e revelados apenas com o fim da mesma, fazendo do livro por si só documento com diz o próprio livro definitivo.
Um Füher que a despeito da genialidade de oratória e determinação tem os traços que passam da genialidade a loucura.

"Hitler ouviu sem interromper-me (...) mas depois levantou-se de repente, e, tornando-se muito excitado e nervoso, andou de um lado para outro dizendo como se pensando consigo mesmo, que a Alemanha era irresistível (...) Parou bruscamente no meio da sala e permaneceu lá olhando fixamente, Sua voz era confusa e sua conduta de uma pessoa completamente anormal. Dizia frases em estacato: 'Se houver guerra, então construirei submarinos, construirei submarinos, submarinos, submarinos, submarinos.'. Sua voz tornava-se cada vez mais confusa, e, finalmente, não se podia mais segui-la de todo. Depois recuperou-se, e erguendo a voz como se estivesse se dirigindo a um grande auditório, gritou: "Construirei aviões, construireis aviões, aviões, e aniquilarei meus inimigos', mais parecia um fantasma extraído de uma obra de ficção do que uma pessoa real."
Depoismento do diplomata Dahlerus, pág.407

sexta-feira, 23 de julho de 2010

John Cornwell e a moral científica

Acabei de ler 'Os Cientísitas de Hitler' de John Cornwell. Mais que um achado histórico sobre o trajeto da ciência alemã no periodo, e consequentemente do mundo, indo a descoberta da fissão por um cientísita alemão a construção da 'máquina de matar', trás uma série de situações onde sobretudo a ética da ciência em seus diversos ramos é discutido de modo imparcial mediante seus feitos resultantes, indo-se da ciência a pseudociência.
Uma discussão muito interessante e altamente importante se demonstrou no livro em seu último capítulo pertinente as questões morais e éticas da ciência, a aplicação do conhecimento, trechos aplicáveis como referência ao livro 'Ciência do bem e do mal'. Cornwell afirma (pág.393) que "a questão do patenteamento vai ao núcleo das tensões entre os que vêem a ciência como livre, objetiva, universalista, e os que afirmam que a ciência só pode florescer quando as descobertas são patenteadas ou têm seus direitos autorais registrados e os lucros com sucesso retorno."
Sob tal aspecto evidente que se torna vital para que os pesquisadores subexistam em condições apropriadas para prosseguir nas descobertas, como pode um pesquisador não somente não lucrar mais ainda ter de ceder todo trabalho e pagar por este?
Porém, a ética e moral científica vai além da questão da má aplicação da tecnologia, exploração, maus tratos e direitos autorais, mas abangendo as limitações legisladas ainda hoje temas recorrentes como aborto e eutanásia estão em voga, passando-se para um assunto ainda mais complexo, o da clonagem e os desdobramentos gerados pelo projeto Genoma. Tentativas de clonagens como a da ovelha Dolly comprovaram que o metodo ainda aquém do seguro somente ocorreu após 277 tentativas, mesmo mediante uma série de problemas que incorreu ao animal.

"Não se pode dizer que os pesquisadores que falsificam dados, manipulam estatísticas, apropiam-se das descobertas ou idéias de outros sejam "bons cientístias", no sentido moral ou profissional: certamente é imporvável que seus resultados façam qualquer bem. (...) A tendência tem sido os cientístas ignorarem esses escrúpulos, como fizeram os cientístas de Hitler, retirando-se para um casulo de 'pureza irresponsável'. Na era pós-setembro, os escrúpulos aumentaram e é ainda maior a tentação de retirar-se política e eticamente. Fazer boa ciência hoje envolve a vigilância moral das consequências, a consciência do impacto da descoberta científica sobre a sociedade, o meio ambiente, a natureza. O bom cientísta evidentemente não põe o conhecimento ou técnicas perigosas nas mãos dos indignos de confiança. O bom cientístas tenta tornar públicas por quaisquer meios possíveis as consequências sociais e ambientais do conhecimento potencialmente perigoso."[Idem - pág.399]

O problema consiste quando as pessoas não estão interessadas em produzir a verdadeira ciência mas apenas a buscar neste uma forma de poder, esquecendo completamente das responsabilidades se não do ônus do poder. Cabe ao que descobre a responsabilidade ética e moral da aplicação e publicação de tal descoberta não somente pendente dos direitos sobre tal, mas como dever de não se abster do uso que se pode fazer de tal conhecimento. Mas num mundo onde não existem limites da privacidade, morais e éticos as fornteiras invadidas colocam-se por vezes o não publicado sob a responsabilidade do espiado, abstendo-se dos direitos mas deveres do qual não posuí qualquer controle, o resultado de tal só pode ser malefício. A verdadeira responsabilidade é tronar-se guardião das aplicações e implicações que pode ter tal conhecimento, especialmente quando apropriado de modo ílicito e imoral. O impacto que tal tem sobre a política, religião e cultura torna deste modo não somente ao cientistas mas qualquer um que produza conhecimento que pode impactar tais ramos responsabilidade sob os direitos e publicação, pois quando tais são utilizados para provocar misérias e mortes, a salvo o roubo e utilização indevida o autor terá plena responsabilidade sob tais dados.