sexta-feira, 6 de abril de 2012

Definição verdadeira de seita

Seita s.f. (lat.secta). 1. Conjunto de pessoas que professam uma mesma doutrina. 2. Grupo religioso ou político fechado em si mesmo e criado em oposição a idéias e práticas religiosas ou políticas dominantes.

Recentemente estive de frente a uma heresia surreal, um pastor numa igreja que não identifico orou por mim citando o nome do Senhor. Até ai, mesmo que parecesse ser eu, nada demais, porém, ao fim da oração o confunso irmão pediu para que glorificasse o nome escrito no papel (o meu) enquanto evocava milagres mas de outro lado gesticulasse com a boca o oposto.
Quando mundano até vemos pessoas pecadoras como eu serem aplaudidas, porém, não na igreja o único a tal deve ser o Pai nosso que estais no céu. Este pode ser um sinal perigoso de seita!
Seita é visto comumente como sistema fechado de crenças e doutrinas do qual considera-se detendores da verdade exclusiva e que para o cristianismo é algo que nega ou inventa outro Jesus como responsável pela salvação dos pecadores. Todavia por de trás disto pode se esconder uma série de elementos nocivos a sociedade comum como práticas do cinismo disfarçadas aos de fora. Funciona assim: por exemplo quando se descobre algo importante o responsável pela descoberta ou a descoberta em si passa a ser considerada como propriedade destes de modo a ser acessível somente a iniciados neste círculo de modo que estes sobretudo tenham privilêngios especiais sobre pessoas de fora. Tal pode ganhar tamanho vulto como bola de neve que chega ao ponto que para se ter direitos, segurança e acesso a conhecimentos seria necessário faz parte deste grupo fechado. Isso ocorre graças a práticas incorrentemente comuns a tal, como tráfico de influência. O resumo é simples e a conclusão óbvia, não existe quaisquer grandes segredos que não seja apenas podres que por proteger mesmo os que cometem por vezes delitos (considera-se frequentemente acima da lei comum) é retudo prolifero para antisociais e pessoas soberbas.
A palavra de Deus está repleta de palavras de repreensão a estes cuja doutrina é tão herege que normalmente é ocultada.

"...E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também FALSOS DOUTORES, que introduzirão ENCOBERTAMENTE heresias de perdição (...) E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da VERDADE. E por avareza farão de vós negócio com PALAVRAS FINGIDAS; sobre os quais já largo tempo não será tardia sentença, e a sua perdição não dormita. (...) Mas estes, como ANIMAIS IRRACIONAIS, que seguem a natureza feitos para serem presos e mortos, blasfemando do que não entendem, perecerão na sua corrupção. Recebendo galardão da injustiça; pois que tais homens têm prazer nos deleites quotidianos; nódoas são eles e máculas, deleitando-se em seus enganos, quando se banqueteiam convosco; Tendo os olhos cheios de adultério, e não cessando de pecar engodando as almas INCONSTANTES, tendo o coração exercitado na AVAREZA, filhos da maldição. Os quais, deixando o caminho direito, erraram seguindo o caminho de Balaão, filho de Bosor, que amou o prêmio da injustiça."
II Pedro 2.1-15

Este é o clássico exemplo do que Deus interpreta por cão (II Pedro 2.22) mesmo em vista que tal "rótulo" é derivado do costume antigo do povo de Israel em vista que cães são mais honrados e sinceros com aqueles que consideram seus donos, que estes. Porém, como sabemos "O mundo jaz do maligno" e assim sem termos esperaça de prémio de justiça nele - quando dominado por estes não espero ganhar se quer pelo meu talento -, mesmo que Jesus tenha dito: "Tende bom ânimo, eu venci o mundo!"
O mundo do maligno é assim, não há justiça pois impera a desigualdade, com uns mais e outros menos cada qual seu preço, por motivos não menos injustos jamais por talento ou honestidade. Nossa fé, porém, é está:

"Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abraão, Isaque, e Jacó, e todos os profetas, no reino de Deus, e vós lançados fora. E virão do oriente e do ocidente, e do norte, e do sul, e assentar-se-ão à mesa no reino de Deus."
Lucas 13.28-29

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Comentários Douglas Adams

Após loucos nomes complexos deliberadamente inventados em paralelo e crítica a nossa sociedade, Douglas Adams, nos apresenta uma série de situações improváveis e hilárias cuja risada é irrestritamente a filosofia em questão. Da proposta de que o Universo surgiu de um Megaresfriador do qual mesmo uma religião o adorava; Arthur Philip Dent ir morar por cinco anos no passado de nosso mundo até se confrontado com um alienigena cujo significado de vida é tentar ofender cada ser do Universo; encontrar inóspitos passageiros adormecidos e perdidos num planeta onde armas insólitas demonstram nossa insignificância no Universo menos do presidente da Galáxia; confrontar seres que passaram a voar, vacas num restaurante no fim do Universo que querem ser comidas e cochonetes vivos com mesmo nome, como flerte sempre comum com o surreal onde bandas de Rock tem o som tão alto que é capaz de exterminar a vida nas mediações e mesmo alterar o clima, nos leva a perguntas não somente de como querer fazer chá numa nave extraterrestre pode provocar um bug no computador de improbabilidade. Mas a resposta para a Questão fundamental do Universo exprimida num número: 42. No terceiro livro, ‘A Vida, O Universo e Tudo Mais...’, todavia, o autor sugere num devaneio ao final do mesmo o seguinte:

“Uma noite, ele disse, uma espaçonave apareceu no céu de um planeta que nunca antes havia visto uma delas. O planeta era Dalforsas e a nave era aquela. Surgiu como uma nova e brilhante estrela se movendo silenciosamente através do céu.
As pessoas das primitivas tribos que estavam sentadas nas encontas das Montanhas Gélidas olharam para cima, segurando suas xícaras com bebidas fumegantes e apontaram, com dedos trêmulos, jurando que haviam visto um sinal de seus deuses significando que deveriam agora levantar-se e partir para massacrar os malignos Príncipes das Planíces.

Nas altas torres de seus palácios, os Príncipes das Planícies olharam para cima e vira a estrela brilhante, compreendendo que aquele era um sinal inequívoco de seus deuses para que eles partissem e atacassem as malditas tribos das Montanhas Gélidas.
Entre ambos, os Habitantes das Floresta olharam para o céu e viram o sinal da nova estrela. Olharam para ela com medo e apreensão porque, apesar de nunca terem visto nada assim, eles também sabiam exatamente que presságio aquilo trazia e curvaram suas cabeças em desespero.
Sabiam que, quando as chuvas vinham, era um sinal.
Quando as chuvas paravam, era um sinal.
Quando os ventos sopravam, era um sinal.
Quando dos ventos se aquietavam, era um sinal.
(...) Então não havia dúvida alguma de que a nova estrela no céu era um sinal de enorme magnitude.”
A vida, O Universo e tudo mais – Douglas Adams

Qual dos dois povos estão certos sobre o sinal no céu? Nenhum! Assim sendo a crença pura e simples não pode ser a resposta para a existência do Universo, jamais explicaria a equação filosófica deste, quer seja um número, 42, ou não. O problema consiste no ato justamente das relações, como a resposta e a pergunta se relacionam e se dependem como parte por si só do mesmo, é não simplesmente paradoxal sentido da vida, mas reativo, consequente. A resposta é reflexo, sobrepergunta e “sobreresposta”. Espelhos, pois os povos na realidade mais do que simplesmente enxergam o que querem com aquilo no céu, veêm na realidade a si próprios e como primatas diante de um espelho tendem a confrontar seu reflexo, ou o que é refletida nela. Deste modo a pergunta e fator-base do conflito está o espelho, neste caso a nave, são fatores simples mas que com as combinações rendem ínfimas posibilidades como numa sala de espelhos, literalmente infinita em reflexos tal como reflexões. Assim sendo a resposta tanto quando a pergunta para a Questão Fundamental sobre a Vida, o Universo e Tudo Mais, é como a sugerida no mesmo livro:

“...a Pergunta e a Resposta são mutuamente exclusivas. Por lógica, o conhecimento de uma impede o conhecimento da outra. É improvável que ambas possam ser conhecidas no mesmo Universo.”
Pág.156

Como assim? É simples. Eles não poderiam ver atrás do espelho, mesmo que no quesito pergunta falte outra peça ao quebra-cabeças filosófico e paradoxal proposto por Adams, são justamente os espelhos, afinal, ora a resposta reflete a pergunta tal como a pergunta a resposta não como terceiro ponto, o espelho. Os espelhos são as chuvas, os ventos e a reflexão infere a nós, ou seriamos nós, nestes casos os espelhos a refletir? O livro assim trata de jogo de proposições pesperctivas.

O problema não é a crença em si, mas sim a crença infundamentada de precisão. A fé como motivante pode ser tanto má quanto boa. Deste modo crítcas como a do ser que persegue Arthur por ter sido morto por ele em cada reencarnação parecem expressar o rídiculo não somente da situação, como de algumas crenças, mesmo que o livro peque no surreal por vezes demasiado.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

A Internet é Deus!

"Um teólogo perguntou a um supercomputador muito potente: 'Deus existe?' O computador respondeu que não tinha poder suficiente, em termos de processamento, para saber isso. E pediu para ser ligado a todos os outros supercomputadores do mundo. Mesmo assim, não foi poder suficiente. Por isso, o supercomputador foi ligado às principais redes do mundo e, então, a todos os minicomputadores e computadores pessoais. E (…) ligado a todos os computadores instalados nos automóveis, micro-ondas, VCRs, relógios digitais e assim por diante. O teólogo fez a pergunta pela última vez: 'Deus existe?' E o computador respondeu: 'Sim, agora já existe!'"
John Naisbitt, citado por: Anthony Giddens, Sociologia, 3ª edição, 2002, F. C. Gulbenkian, Lisboa, pág. 476. Via blog Dúvida Metodica

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Comentários: As Aventuras de Tintin

Para se compreender a ‘magia do cinema’ é preciso compreender o mágico, algo que cineastas como Christopher Nolan é como poucos. Esta como arte deve manter três atos similares ao da mágica que para surpreender em sua metade final como os filmes de mistério e investigação é revelar algo que surpreenda. Talvez nisso peque o filme ‘As aventuras de Tintin’, a surpreender – infelizmente neste aspecto de modo negativo - por vir das mãos de dois dos maiores do cinema internacional, Peter Jackson e Steven Spilberg. Mágicos-mestre do cinema. Mesmo que apresentados de modo fascinante os personagens não conseguem emocionar o público por ausência de um roteiro com melhor história.

Para se compreender a ‘magia do cinema’ é preciso compreender o mágico, algo que cineastas como Christopher Nolan é como poucos. Esta como arte deve manter três atos similares ao da mágica que para surpreender em sua metade final como os filmes de mistério e investigação é revelar algo que surpreenda. Talvez nisso peque o filme ‘As aventuras de Tintin’, a surpreender – infelizmente neste aspecto de modo negativo - por vir das mãos de dois dos maiores do cinema internacional, Peter Jackson e Steven Spilberg. Mágicos-mestre do cinema. Mesmo que apresentados de modo fascinante os personagens não conseguem emocionar o público por ausência de um roteiro com melhor história.

A mão de Spilberg para sequências complexas de ação é reconhecível a distância - a exemplo da bela sequência da represa onde toda uma cidade é explorada na perseguição que segue, e lembra Indiana Jones - porém o filme não consegue criar o mesmo arrepiante clima de seus clássicos, demonstrando estar longe de ser uma de suas melhores obras.

Tecnicamente impecável, é um dos filmes de CG mais impressionantes já visto neste aspecto, mesmo que a história não consiga surpreender o espectador sendo em muitos momentos previsível. Sutilezas e detalhes como da poeira, os tecidos da roupa e as expressões faciais pouco se diferem de um filme em live action comum valendo neste aspecto cada centavo investido de seus mais de 200 milhões de dólares mesmo que as sequências em 3D sejam pouco exploradas ao longo de todo filme, deixando a desejar neste sentido.

O destaque mais que a do próprio Tintin é o capitão virtualmente interpretado pelo sempre excelente Andy Sirks que mesmo prestando-se ao ridículo é o alivio comigo perfeito ao longa rendendo alguns dos seus melhores momento. Longe de ser vergonhoso está ainda assim aquém do padrão Spilberg artístico no saldo final.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Megaupload e SOPA: Outro rumo da guerra de informação

A informação será a moeda do futuro. Como sempre venho afirmando, no mundo globalizado onde as notícias correm o mundo em poucos minutos, é o conhecimento quem ditará os valores e seus produtores. Por isso não é incomum notar que pessoas de maior poder aquisitivo sejam muitas vezes as mais instruídas.

"Se somarmos o que os Estados Unidos ganham com copyright, patente ou marcas, supera-se o ganho da indústria do petróleo ou qualquer outra."
Sérgio Amadeu da Silveira - Ex-presidente do ITI (Instituto Nacional de Tecnologia da Informação)

Se conforme dito por Amadeu acima é verdade comparemos o quadro dos Estados Unidos em suas guerras imperialistas para adquirir na realidade, o petróleo dos paises invadidos, porém, transcrita para as leis de Direitos Autorais. Vivo isso, pois mesmo eu já fora ameaçado por ganância sobre os direitos autorais de meus livros. O resultado disso se exprime em uma palavra: guerra da hipocrisia. E é o que vemos com os projetos de Lei como SOPA e PIPA. Eu sou a mosca na SOPA hipócrita deles.
Sempre fui a favor de comprar propriedades imateriais como livros, filmes e quadrinhos, sempre originais mesmo que muitas vezes tomasse conhecimento, lesse ou visse por divulgação “irregular”. Nisto reconhece a indústria que a exemplo dos seriados muitas vezes alcançam maior ibope na rede onde episódios são baixados aos milhares em torrentes. Sempre que gosto de algo do tipo, mesmo vendo o “pirata” penso em adquirir o original, além deste ser divulgação para o próprio produto – quando os direitos autorais são visíveis e reconhecíveis– mesmo que não se faça regra as comunidades mais pobres e graças aos valores ainda alto dos livros, filmes entre mais. Porém, não é assim que pensa alguns norte-americanos.
Com o sair de pauta das leis SOPA e PIPA vimos o ataque norte-americano contra o site Megaupload onde seu fundador, conhecido por Kim Dotcom fora preso na Nova Zelândia. A frente legal, tal como similarmente com o precursor desta guerra pelo Wikileaks – que no fundo não é guerra dos direitos autorais, mas da informação, ou melhor, do monopólio dela - e Julian Assange tem outras frentes não tão limpas, pois creio que os mesmos que esteja defendendo direitos autorais, neste caso, são os mesmos que desejam rouba-los de mim, por exemplo. É gente hipócrita e como tal de muito risco, pois é gente que para alcançar seus fins atinge nossa liberdade de expressão, e privacidade. Porém, o contra-ataque do povo está expresso pelo grupo Anonymous, não por menos nome de certo filme de Roland Emmerick. 46'

“Sabemos já há algum tempo que as principais batalhas econômicas do século XXI certamente serão em torno da propriedade intelectual, não tenha dúvida.”
Sérgio Amadeu da Silveira

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

O Deserto do Espaço

Aos que creêm o Tempo ser uma ilusão o que é o espaço então? Ar, matéria ou vazio navegável?
Presupomos que estamos num espaço vazio até a vista, algo como espaço sideral onde no vácuo não há qualquer referêncial de estrelas. Não a gravidade e consequente sensação de onde é emcima ou embaixo.
Como saberíamos se estamos navegando ou não? Como poderíamos perceber se de fato estamos se quer em movimento em determinado espaço? A percepção aqui pode fazer a diferença pelo consciente assim como virtualmente mover-se e não se mover seriam a mesma coisa. Proponho o paradoxo onde deste modo para se perceber o espaço e movimentar-se por ele somente tendo corpo material que naturalmente é consequência do espaço. O espaço depende da matéria para existir tal como o movimento...
Somente se é possível perceber o esse espaço pelo movimento ou noção de movimento pela interação da matéria com esse espaço. Elementos como o ar e a força gravitacional fazem a sensação de espaço real, mesmo que passível de enganos como das águas do mar sob seus pés com o arrebentar das ondas na areia da praia. Ainda confere noções de espaço a visão, porém não menos enganosa a exemplo dos filmes em 3 dimensões. O Tempo porém permanece mesmo em ausência destes elementos, o que nos leva a perguntar o que nos faz perceber o Tempo?

domingo, 8 de janeiro de 2012

Poema dos Tempos

Poema presente na Caixa, no livro Sombras dos Tempos. Não obstante, aos que creem ser uma ilusão o que é o espaço então, ar, matéria ou vazio navegável?

Oh tempo, implacável e silencioso,
rei do universo a que tudo faz vibrar,
onipresente cria e corroí, a energia faz jorrar
é, era, e será,
fluí nem de onde nem para aonde

Quantos tempos há para o Tempo?
Quem pode conte-lo?
Cerra em suas mãos, Kairos!

Tempo, Mestre do universo
casado com o espaço, pai da matéria
bolha e onda confunde e não fluí?
O Tempo é anedonta sutil e cruel