sábado, 1 de outubro de 2011

A Canção para todos cantar

Abaixo coloco o trecho da letra de música que estava criando...

Canhões apontados, verbos afiados, poetas desalmados
Em meio a insanidade deste mundo não vale uma canção
palavras impressas ao vento pelo tempo...
Procuro palavras que toquem o sentido perdido, mas não por emoção
pois os sentimentos é que evocam a canção,
canção para todos cantar, pois Deus é a melodia perdida, diz sem falar
e as mazelas, violência e doenças seu desafinar

Sentido de perdido de palavras inexpremiveis
Mas que pela perceção dá a direção, o rumo a noção
verbos e versos, um pouco perversos brigam por esta canção
Deus não me ensinou a morrer num mundo onde a loucura é razão
Mas o sentido perdido quando sentido aponta a direção

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

XV Bienal do Livro: O Show dos Livros

Os livros antes visto como símbolo de elites e do eurudito parece transformar-se no símbolo pop pós-moderno, em parte a divulgação e popularização da internet favoreceu o mesmo aos livros como forças irresistíveis dentro da cultura global acima de qualquer pretensa por ser força espontânea assim acima do enburrecimento cultural, e a XV Bienal do Livro mostrou exatamente isto: o show do poder da informação do saber como signo pop, o evento a equiparar em escala e em extensão o seu vizinho Rock In Rio. Os sintomas estavam lá, a dificuldade de chegar, as filas e disputadas por lugares em bate-papos e palestras com autores que ganham ares igualmente pop a respingar o caldo cultura como entre suas principais verves e veia. Os livros, também pudera, perseguido, queimado em fogueiras que de inquisições ou nazismo, censurados, enclausurados estão ai a séculos mesmo sob a forma original de papiros e pergaminhos. Enquanto os filmes perdem para exibições virtuais o VHS foi-se, o DVD está indo e o Blu-ray segue apenas como a moda in voga, os livros mantém o mesmo corpinho sarado mesmo com o advendo do e-book.
Os livros como a verdade parecem ter características incomuns: são como o refrigerante, se colocar mentos e pressionar o bloqueando uma hora explode. Assim são com os fúteis que enterram a verdade. Quem diga eu o excluído-discriminado por motivo a longa data jamais justificado, pois simplesmente o é: racismo, discriminação.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Resenha de Ascensão e Queda do III Reich

Poucos livros são tão detalhadamente documentais sobre os bastidores do Reich alemão, o nazi-facismo ou partido nacional-socialista, em revelar conversas, documentos com a riqueza de detalhes que faz destes 4 volumes obra indispensável de história e para estudos sobre como funciona o mecanismo nazista como dito na aba do livro: "aos seus filhos para que eles jamais esqueçam a tragédia brutal que foi o nazismo e saiba se defender com todas as armas, das manobras que o tentem reviver".
É fácil reconhecer o teor maquiavélico de Hitler e sua corja onde os documentos revelam provas da conspiração nazi-facista a exemplo do ataque à rádio de Gleiwitz em 1939, forjado pela SS - mais precisamente Alfred Naujocks - para simular ser realizado por poloneses como argumento à invasão que gerou a segunda Guerra Mundial, a comprovar que nos maneirismos pegava pesado com um marketing falacioso com poucas evidências, que somada a igenuidade do povo alemão colova.
Em suas quase quinhentas páginas a verdade documental é revelada com a objetividade de um jornalista que viu de perto a Ascensão do Reich alemão, nos momentos que precederam a II Guerra e posteriormente pela pilha de documentos que teve a seu dispor e revelados apenas com o fim da mesma, fazendo do livro por si só documento com diz o próprio livro definitivo.
Um Füher que a despeito da genialidade de oratória e determinação tem os traços que passam da genialidade a loucura.

"Hitler ouviu sem interromper-me (...) mas depois levantou-se de repente, e, tornando-se muito excitado e nervoso, andou de um lado para outro dizendo como se pensando consigo mesmo, que a Alemanha era irresistível (...) Parou bruscamente no meio da sala e permaneceu lá olhando fixamente, Sua voz era confusa e sua conduta de uma pessoa completamente anormal. Dizia frases em estacato: 'Se houver guerra, então construirei submarinos, construirei submarinos, submarinos, submarinos, submarinos.'. Sua voz tornava-se cada vez mais confusa, e, finalmente, não se podia mais segui-la de todo. Depois recuperou-se, e erguendo a voz como se estivesse se dirigindo a um grande auditório, gritou: "Construirei aviões, construireis aviões, aviões, e aniquilarei meus inimigos', mais parecia um fantasma extraído de uma obra de ficção do que uma pessoa real."
Depoismento do diplomata Dahlerus, pág.407

sábado, 27 de agosto de 2011

The Walking Dead (HQ)

Recentemente adaptado dos quadrinhos para a Tv - com louvor, diga-se de passagem, 16 de Outubro estréia sua 2ª temporada - sob a tutela do poderoso em talento Frank Darabont, The Walking Dead, não é uma série de terror sobre zumbis, sendo belo drama socio-psicológico tendo por pano de fundo narrativo - em paralelo - hecatombe zumbizal. The Walking Dead, fala sobre a humanidade, sobre como o homo sapiens se diferencia dos demais seres a exemplo do que se tornam os mortos vivos, orientados apenas a grunhidos por uma sem fim famintez.
Mesmo que os quadrinhos tenham diferenças entre o seriado, os conflitos antropológicos, psicológicos e sociais são o centro de peso narrativo, de ambos, algo que a série captou com grande pespercácia. Ganhando em alguns aspectos dos quadrinhos - a exemplo da sequência do Centro de Controle de Doenças e alguns personagens criados para o mesmo - os quadrinhos, porém, consegue em doses crescentes submergir num universo underground e hard core onde lágrimas são as astes que separam um quadro de outro da violência visceral.
Mesmo que pecando por enaltecer a violência mais que o seriado, mergulha nos grilhões primitivos que são os do sexo e violência que em doses excessivas parecem, como na ilustração deste post, não diferenciar-nos dos mais vis animais. Lá pelos números de edição 23 a tensão dramática mostra a que veio realmente. Com desenhos sobrios e realistas, mesmo que em tons de cinza, são suficientes para passar o clima do seriado.



Rick em trecho psicológicamente tenso de
discussão da HQ, edição 24.

sábado, 13 de agosto de 2011

O que são Parabolas e Alegorias?

O estudo etimológico por vezes demonstram que nem sempre termos e palavras hoje conhecidas tinham o mesmo sigficado ou razão moral. Entre eles está o termo trabalho que literalmente significava tortura atrelada a raiz da palavra de um instrumento para isto utilizado. Similarmente o termo salário, vem das antigas cotas de sal efetuadas como pagamento aos trabalhadores por ser muito valorizado e dando origem ao termo 'preço salgado'. Todos sabemos que preço não tem sabor, não podendo ser amargo, doce ou salgado, porém, o popular adequa-se a expressar subjetivamente por remeter a algum tipo de genealogia da linguagem. E sobre isso que veremos.

"O único buraco que não tem função, mas tem sentido é o umbigo."
Versos & Reversos - Gerson Machado de Avillez

Sabemos que as mais variadas línguas hoje, são desenvolvidas naturalmente para expressar os sentimentos e idéias assim como o sensorial do modo mais preciso possível, criando o que se entende como comunicação e evoluindo do desenhos em cavernas as mais de mil linguas que existem pelo mundo, e tem representações tanto orais quanto escritas, algumas por hireografos outras por simbolos como a chinesa. A ocidental são por letras, algarismos que juntos formam as palavras, de modo que uma letra só raramente tem quaisquer valores que transmitam alguma idéia. Daí vemos hoje o termo Parabola, vem do grego parabole que de acordo com o dicionário é sinõnima a alegora. é a determinação de alguma narrativa curta onde representa alguma moral explicíta ou ímplicita. Aqui nota-se sempre que tais eram servidas por Jesus Cristo de Nazaré como explicações e sermões morais. Mesmo que com a aproximação dos termos, alegoria por sua vez vindo do mesmo grego allegoría representava outro elemento não necessáriamente moral ou explicativo por ser representativo pelo abstrato e figura simbólicas nem sempre com valores morais a exemplo da próprio mitologia grega. A proviniência de todas sendo da Grécia antiga, assim como metafora, marca representações que remetem por exemplo ao carnaval brasileiro: os carro alegóricos estão repleto de personagens simbólicos. Ainda encontra-se neste termos grego a metafora, ou metaphero que significa literalmente 'eu transporto' que de acordo com o dicionário o define como 'figrua de linguagem quie consiste em transpor o significado de uim termo para outro em virtude de uma analogia ou de uma comparação subentendida.'

"Mas rótulos não alimentam ninguém se não o próprio orgulho. Pois tão pouco títulos não mudam uma verdade ou os fatos. Quem gosta muito de rótulos é porque tem pouco conteúdo."
Versos & Reversos - Gerson Machado de Avillez

Sob tais aspectos os dois metafora e alegoria apesar de aproximadas pela evolução antropológicas são distintas e deste modo são representações não objetivas do mundo, sendo uma transposição expressiva ou narrada ao contrário da quarto termo a se adequar nisto que é a fábula, curiosamente de origem latina por representar narração fictícia que apesar do simbolismo alegorico representam valores morais mesmo que exagerada ao imaginário, naturalmente pertinente a mitologia.
A diferenciação como linguam de expressão onde pessoas por ausência de termos adequados fazem parametros comparativos que por vir a tornar-se gírias ou não, porém, não tratando-se de fantasia ou desvio a razão moral, como incorrem frequentemente as falacias mesmo que em origem e significados incorram a demonstrações de falsa e erronea moralidade.

"Ao passo que a ciência é compreendida, a arte deve ser sentida, e a relligião vivida. [...] As alegorias servem a nós explicar uma moral ao nosso mundo o que jamais ocorre entre as fálacias onde se ocorre o contrário em contradição muitas vezes a si própria, as metáforas nos explicam o universo as falacias são destruídas pelo mesmo. Mesmo que uma idéia jamais terá maior valor que os fatos, a verdade não há réplicas."
Gerson Avillez - Versos & Reversos

As palavras em seus pronomes, adjetivos, advérbios e tanto o mais são representações abstratas para passar o mesmo ou representar o sólido, concreto, real. Toda linguagem surgiu para facilitar a comunicação entre o ser humano, não torna-la confusa e enigmática, porém, talvez isso tenha ocorrido com a queda de Babel, confusão de línguas.

"o ato de ler proveniente do latim legere é designado nada mais do que o ato de reconhecer sinais gráficos de uma língua os interpretando, e de fato mais do que ver um filme do qual sem o senso crítico nos coloca como espectadores passivos."
Gerson Avillez - Versos & Reversos - Ler & Escrever

domingo, 10 de abril de 2011

Simbolo de Sindrome Celestial e Pesadelo de Hipnos


Notando a semelhança de algumas produções a estreiarem na Tv e cinema resolvi fazer algumas modificações em meus livros para fuygir as acusações falaciosas e pouco empíricas destes. E aproveitando a oportunidade resolvi criar alguns simbolos dos homo dracunus em seus experimentos que publico aqui. Carregando a imagem de um 'oito' partido ao meio por uma seta que sugeres dois números três em reflexão, faz lembrar não menos em analogia o violão e suas cordas como referência a teoria das supercordas, algo que apesar de naturalmente remeter a humanidade - por este motivo posso colocado na continuação de 'Adormecidos' - é referente ao teor das teorias propostas.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Repercusões em Jornais do Mundo

A premeditação de um crime banal e futil onde a extrema brutalidade determinou o derramamento de sangue de inocentes sem quaisquer defesas e suas repercusões nos jornais e revistas do Brasil e do mundo, desta barbárie sem precedentes no Brasil. A pergunta que permanece nos corações de todos honestos e com bons constumes: Porque?